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A review by ensaiosobreodesassossego
E Agora, Zé Ninguém? by Hans Fallada
4.0
Este é um romance especialmente dedicado à crise vivida no final dos anos 20/início da década de 30, depois da Primeira Guerra Mundial, e que afectou todos os países europeus, mas, especialmente, a Alemanha que teve de pagar indemnizações altíssimas aos Aliados no pós-guerra. É um romance entre guerras, que traduz magistralmente o que foi viver naquela altura, sobretudo em Berlim, uma das cidades mais afectadas pela Primeira Grande Guerra.
Este livro fez-me pensar na inevitabilidade da vida e no facto de depois de alguém se tornar num "zé-ninguém" é muito difícil voltar a sair desse lodo. Na década de 20 ainda mais do que nos dias de hoje, é um facto, já que os subsídios dados pelo Estado aos desempregados eram absolutamente ridículos e o nível de vida era consideravelmente inferior.
É um livro bastante descritivo, o que resulta num retrato bastante fiel do que era ser uma pessoa humilde que teve a infelicidade de estar desempregada. Este foi o primeiro livro que li de Hans Fallada, mas adorei a sua escrita magistral, que consegue pôr-nos debaixo da pele do protagonista e transmitir-nos o seu medo, a sua revolta e as suas pequenas alegrias como se fossem nossas.
É muito difícil ficarmos indiferentes a uma história destas e, infelizmente, as situações retratadas no livro são ainda, nos dias de hoje, bastante familiares. A natureza humana não muda assim tanto: são os empregadores que abusam da situação de medo por parte dos empregados de ficarem desempregados, são os conhecidos que mudam de passeio quando encontram o "zé-ninguém", as reacções das pessoas às dificuldades, o amor que, apesar de não resolver tudo, pode ajudar a ultrapassar a situação de uma forma menos dolorosa. Aconselho!
Este livro fez-me pensar na inevitabilidade da vida e no facto de depois de alguém se tornar num "zé-ninguém" é muito difícil voltar a sair desse lodo. Na década de 20 ainda mais do que nos dias de hoje, é um facto, já que os subsídios dados pelo Estado aos desempregados eram absolutamente ridículos e o nível de vida era consideravelmente inferior.
É um livro bastante descritivo, o que resulta num retrato bastante fiel do que era ser uma pessoa humilde que teve a infelicidade de estar desempregada. Este foi o primeiro livro que li de Hans Fallada, mas adorei a sua escrita magistral, que consegue pôr-nos debaixo da pele do protagonista e transmitir-nos o seu medo, a sua revolta e as suas pequenas alegrias como se fossem nossas.
É muito difícil ficarmos indiferentes a uma história destas e, infelizmente, as situações retratadas no livro são ainda, nos dias de hoje, bastante familiares. A natureza humana não muda assim tanto: são os empregadores que abusam da situação de medo por parte dos empregados de ficarem desempregados, são os conhecidos que mudam de passeio quando encontram o "zé-ninguém", as reacções das pessoas às dificuldades, o amor que, apesar de não resolver tudo, pode ajudar a ultrapassar a situação de uma forma menos dolorosa. Aconselho!